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         27 de abril de 2009.


Vulnerabilidade confere poder...

E é incrível como me abalo fácil.
É incrível como é grande a minha tendência à melancolia.
Quando tudo está bem e de repente eu me sinto tão mal...
Tudo que quero dizer e tenho pra dizer é:

- Prazer, você tem um rivotril?



[Não, não terminei namoro nem nada disso...]




"Eu Sonhei um Sonho...

Eu sonhei um sonho num tempo que já se foi.
Quando esperanças eram elevadas e valia a pena viver.
Eu sonhei que o amor nunca morreria.
Eu sonhei que Deus estaria perdoando.

Então eu era jovem e destemida.
Quando sonhos eram feitos e usados e desperdiçados.
Não havia nenhum resgate a ser pago.
Nenhuma canção não cantada, nenhum vinho intocado.

Mas os tigres vêm à noite,
Com suas vozes suaves como trovão.
Como eles despedaçam sua esperança,
Transformando seus sonhos em vergonha.

E ainda sim sonhei que ele veio até mim,
E que viveríamos os anos juntos.
Mas há sonhos que não podem ser.
E há tempestades que não podemos prever.

Eu tive um sonho que minha vida seria,
Tão diferente deste inferno que estou vivendo.
Tão diferente daquilo que parecia.
Agora a vida matou o sonho que sonhei." 



          Dona Laura.

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         3 de abril de 2009.


"Existem 10 tipos de pessoas, as que entendem binário, e as que não entendem..."

Meu Deus, que vida!

Eu fico pensando, como esse povo do proletáriado consegue trampar o dia inteiro e ir pra faculdade a noite e ainda levar o curso adiante?? Vo te falar, só a faculdade tá me tirando quase o tempo integral, tá foda conciliar. "Não tenho brturbo" hahaha...
Será que eu sou burra demais ou eu é que quero me dedicar demais? Por que minha vida não sai mais de dentro dos algoritmos e binários e cêsharp e matemática aplicada e sistemas de informações gerenciais e livros e livros e fóruns e grupos...
Nem é uma reclamação, sei lá, ou é? hahaha

Eu ando bem dormente, sabe quando tá tudo bom e ao mesmo tempo tá tudo ruim? E isso tem a ver com tudo. Parece que eu to perdida em algum paraíso, sozinha. Nem sei...
É muita divagação pra uma cabeça só. As vezes me sinto num daqueles sitcom americanos. aiaiuiui...

Confusão, confusão, essa é a palavra certa! Mas... será que é essa mesmo?
E agora José (Cuervo)?
Eu nem sei mais escrever como antes, e eu nem gosto de ter horário pra trabalhar.
Gosto de ir pra aula

Esses dias me pego pensando em optar por "me tornar" uma alcoólatra e fundar um grupo de apoio: Alcoólatras por opção! Tem condições pra minha mente?




          Dona Laura.

                                                               5 Comentários



         10 de março de 2009.


ó rê vuá.

E eu passei uns dias sendo tudo aquilo que tanto critiquei, com direito a balada sertaneja e namoradinho de 16 anos. É, optei por sair um pouco do mundinho rock-carasmaisvelhos-internet-fumantes-ruinsdesexo. Tava afim de levar uns chifres, beber até morrer e ter umas histórias pra contar também. 

Graaaande 2009, tá muito óóóótemo querida!

E vocês, se é que ainda passam por aqui, como vão?


          Dona Laura.

                                                               5 Comentários



         23 de janeiro de 2009.


Instinto Selvagem. (alo? nada a ver?)

Definitivamente, mulheres mais vestidas, chamam mais a atenção masculina.
Depois de uma jornada incessante de trabalho e free-lancers, eu tenho um dia de quase folga.
Há tempos eu não posto frequentemente, o tempo está escasso, por motivos de força maior, trampo mermão!

Passei no processo seletivo da Vunesp, em São Paulo, 3º lugar pra Farmácia e 7º pra Odonto. Fiquei feliz, mas nem quero mudar pra sampa agora ok? Domingo vou prestar pra Sistemas da Informação, se eu passar eu faço aqui mesmo. Nada a ver sistemas com farmácia e odonto né? ok! Mas não descanso, no fim do ano tento química na federal novamente, se eu tiver estudando eu faço os dois cursos, dá nada.

Então, hoje acordei cedo, tomei aquele banho, vestí com meus menos 5kg, o mais longo vestido que tenho, que mesmo no alto de uma anabela as vezes encosta no chão. Com decote reto, daqueles que não aparecem um resquício de pele nua no colo, ou seja, os seios, apenas os ombros ficam a mostra e fui ao centro da cidade na minha agência bancária resolver algumas coisas.
E acredite! Fui mais cortejada que muita guriazinha metida a gostosa que anda de top e band-aid no lugar de saia! Aliás, como eu nunca tinha sido. Eu sou bem nada a ver, creia.

Acho que é o instinto animal "deles" dando sinal de vida, o que é bem raro hoje em dia (internas). Talvez mulheres mais vestidas aguçam a imaginação fetichista dos machos em questão. Ou talvez a simples idéia da saga entre os tecidos é que seja tão excitante. O que é difícil ou aparentemente difícil é mais gostoso, é como um chocolate que a gente anda ansiosas léguas pra chegar a vendinha (da esquina, hahaha) para comprar e, come devagarzinho fazendo aquele suspense idiota pro final.

- Lobisomens juvenís me atraem.


          Dona Laura.

                                                               5 Comentários



         12 de janeiro de 2009.


Oi.

To bêbada...

tchau.



          Dona Laura.

                                                               5 Comentários



         26 de dezembro de 2008.


★ Superstar Wonderful Weird! ★

About her:
Pare de achar que o mundo tem inveja de você, viva!
Pare de perder tempo imaginando quantas energias negativas o olho-gordo alheio vai lhe trazer, acorda!
Pare de carregar patuás, liberte-se! Saia dessa paranóia de que o mundo quer ser você e de que você é tudo que há de mais invejável na face dessa terra. Você é tão lixo e tem tantos podres, segredos sujos e perversidades quanto qualquer um da rede orkutiana. Saia dessa paranóia de que tudo que te acontece de ruim é culpa da inveja alheia. TUDO o que te acontece de ruim não é nada mais do que a colheita do que você mesmo(a) plantou. Esteja certo disso.
Deixe de ser refém dos paradigmas sociais criados pela sua própria mente, cresça e apareça! Viva a vida! 
Deixe de viver essa fantasia que você chama de: "estão com inveja de mim, me botaram olho gordo!" 
- Vai tomar no cu!

Profile do meu Orkut.


Cansei da paranóia, cansei da preocupação, cansei de planejar, cansei de esperar... eu comecei a fazer! E olha, eu não esperei 2009 começar pra mudar tanta coisa errada e tanta coisa que era tão certa que me deixava pra baixo... Eu devo cada mudança a várias pessoas que passaram por mim durante esse ano, a uma em especial que a essa hora deve estar nas fronteiras do contrabando (não contrabandeando,  hahaha). Com o tempo, a gente "aprende a aprender" com as pessoas, é inevitável. A sensação que eu tenho é de ser uma recém ex-presidiária.

- Gentem, eu saí do armário!



"We're all looking at a different picture
Through this new frame of mind"


          Dona Laura.

                                                               6 Comentários



         24 de dezembro de 2008.


Quiprocó.



Bem que eu fujo, mas meus instintos os fazem me perseguir.


Sabe aquelas velhas amargas e mal comidas?
sou uma delas...
Sabe aquelas tias que andam pegando os menininhos de dezesseis?
sou uma delas...
Sabe aquelas mulheres socialmente puritanas que se revoltam?
sou uma delas...
Sabe aquela amante que fica com um homem só para deixá-lo de consciência pesada com a suposta mulher que ama e pra provar que pode tê-lo quando bem entender?
sou uma delas...
Sabe aquela pessoa que adora saber que um casal brigou por ciúmes seus?
sou uma delas...
Sabe aquela mulher que detesta que os amigos arrumem novas namoradinhas?
sou uma delas...
Sabe aquela pessoa que o natal só serve pra comer, porque de hipocrisia o inferno tá cheio e os diabinhos pulam de alegria em época de natal?
sou uma delas...
Sabe aquela pessoa que vai fazer de tudo pra não se despedir de você em qualquer lugar e fingir que esqueceu do seu aniversário ou qualquer data do tipo?
sou uma delas...


Enfim, papai noel, eu fui má, relapsa, psicopata, incrédula, fiz pessoas sofrerem, respondí minha mãe, reneguei o meu pai, gritei, tratei mal atendentes de call centers, delisguei telefone na cara das pessoas, chinguei a secretária do conselho tutelar, fingí que não estava em casa enquanto batiam no portão, virei amante, manipulei a empresa e as pessoas como eu bem quis, fiz escandalos, perseguí, bisbilhotei, dancei na roda do camdomblé, caçoei da morte alheia, disse verdades cortantes, comí mais que o necessário, dirigí bebada delirante, fumei bastante, não fiz exercícios, viajei sem dinheiro, dei cano no hotel, roubei um cinzeiro, pensei em suicídio, quis fugir, arrumei minhas malas, fiz mais uma tatoo, desistí de várias coisas, a única coisa que não me lembro de ter feito, é de usar drogas, haha. 

- Tá, em relação aos anos passados, eu fui uma ótima menina.

As pessoas fazem merda o ano inteiro, mentem, julgam, humilham, cospem, traem, enganam, iludem e no natal ficam lá com aquelas caras de caridosos na mesa da ceia, escondendo entre as pernas todos os podres que fez durante o ano. Como se sair distribuindo mensagens de "feliz natal" fosse remover tudo aquilo.
Pra pedir perdão e ser uma pessoa melhor, caridosa, educada e generosa você tem 360 dias do ano, vai deixar pra fazer isso no natal? 

- Natal, é só desculpa pra praticar mais um pecado capital, a gula!






          Dona Laura.

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         11 de dezembro de 2008.


who killed bambi?

Eu não estou sem internet.
Ando mesmo é sem tempo, trabalhando de segunda a segunda e escutando celebration vol. 5.
Fiquei loura e assumi minha puta (pseudo-punk-de-esquina) interior.
Conhecí umas 5 Amy's Winehouses num boteco/pizzaria em São José do Rio Preto, interior de São Paulo. Eu achava que aqui tinha uma galera doida, mas não, lá é que tem. Fiquei olhando e pensando se eu já tive mesmo vontade de ser porra louca como aquelas pessoas, sei lá. Fitei bem aquela mulher que eu encontrei passando lápis preto nos olhos entre um "tiro" e outro em cima da pia de mármore do banheiro, ela perambulava atrás de um gole de cerveja, bebia os restos que sobravam nas garrafas dos fregueses e se acumunou com o traficantezinho de praça que veio me pedir um cigarro logo que estava de saída. Achou que eu tinha cara de cana, só pode.
Tinha uns caras, velhos de casa, que eu me lembro bem da cara deles das outras vezes que estive lá e também umas sapatões bem robustas, dessas que mandam bilhetinhos escritos em guardanapos e ainda ficam piscando olho pelo espelho das paredes do boteco. Ir lá sozinha é bem sem graça...
Mas, minha vida é andar só, mesmo que a saudade me consuma. Saudade do sul.




          Dona Laura.

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         25 de novembro de 2008.


Requien para uma flor.

Vendo de fora, deve ser triste apaixonar-se por mulheres erradas em subsequência.
Deve ser triste amar pra sempre e viver em tédio.
A chuva com jazz e um livro. Um amor pra recordar e outros pra reviver.
Mas existem amores que não são pra serem vividos...
Eu não estou falando de um ex, eu estou falando de todos eles.
E tudo é tedioso quando você já sabe e já conhece ao ponto de aceitar tudo com aquele placebo guardado na velha bolsa, chamado tempo. Eu sei, é tudo uma grande merda, aproveite enquanto há, até a última gota, até o talo, até a última ponta e resquício. Seja um viciado.
Tá tudo indo tão bem e tá tudo tão chato. E mal consigo eu entender esse meu modo de vida, com minhas manias e deslizes e orgulhos de mim mesma. Incógnita.
E ainda há quem perca tempo tentando me gabaritar. Conjecturando o meu 'ser' melindroso.
Percorrendo todas essas milhas, a sinalização da estrada me faz lembrar de conjunções tristes. Do grande elefante branco.
Dizem que, a quem muito é dado, muito é cobrado, passei anos negando receber qualquer tipo de coisa, pra evitar assim, qualquer tipo de cobrança, péssima mania de auto-diagnóstico. Assumo, estou numa época em que Raul Seixas e suas paródias coletivas da vida privada tem feito eloquentemente, todo sentido em minha vida. E cada dia, ele se torna pra mim e pro mundo, o mais-mais importante filho da puta e genial, há quem discorde, pois cale-se então.

"Fruto do mundo...
Somos os homens.
Pequenos girassois
Dos que mostram a cara.
E enorme as montanhas...
Que não dizem nada.

Incapaces los hombres
Que hablam de todo
Y sufrem callados"



          Dona Laura.

                                                               6 Comentários



         22 de novembro de 2008.


Eu escreví um livro mental.

Cheguei no aeroporto de congonhas as 18:30, hesitei em tirar algumas fotos (não do aeroporto, mas da viagem em sí, e todos os lugares) na verdade, não tirei nenhuma, como sempre, morro de vergonha de tirar fotos de mim mesma em público e as vezes até só. Esperei o horário para completar minha conexão, dentro de uma livraria. De lá, saí com dois livros, muito desejados. Os dois, indicados por duas pessoas que eu admiro muito, uma é minha avó, e o outro é um amigo que muito estimo, Moisés. Não direi os nomes dos livros, pois sou "culturalmente egoísta", se eu achar por bem, depois que ler, indico a quem se deve.

Perto da hora prevista do vôo, sentei nos bancos da sala de espera, ao lado de um casal muito diferente. Um cara de óculos e feições árabes e uma mulher loura, alta, aparentava uns quarenta anos e que, de cinco em cinco minutos tirava um batom de cor marrom da sua bolsa e dizia: - Meus lábios estão rachados, e olha que eu não deixei de passar batom hora nenhuma, hmm eles até doem!!! Sim, com três exclamações por que em cada vez que ela repetia esse mesmo gesto com exatamente essas mesmas palavras, a mulher falava como se fosse a primeira vez. Eu sinceramente não sabia se ria ou se continuava atenta ao meu livro.

Tenho que considerar aqui, a quantidade de gays por lá, que é algo extremamente exorbitante (permita-me). Aliás, não só no aeroporto de São Paulo, em todos os lugares do Brasil por onde tenho andado, que não são poucos, tenho os visto com tal frequência que estou a pensar em achar ao menos um bissexual parar casar-me.

Vôo atrasado. Eu ainda não havia voado por tal companhia, Pantanal, cuja a qual carrega a alcunha de: passamal! Assim como a companhia Passaredo, também com alcunha por sua vez: passamedo. Piadas a parte, enfim, última chamada. Tivemos que sair do saguão num micro-ônibus até chegar ao mini-avião que aguardava no pátio, bem longe de onde estávamos.

Eu não quís acreditar que ia voar naquele projeto de avião que tinha metade do tamanho dos aviões que sou acostumada e, tinha hélices nas duas asas, ao invés de turbinas! OMG! Mas pro meu destino, um interior desses do cú do cachorro, era a única empresa que fazia. Contive-me.

Eu quís morrer, é fato. Mas tudo bem, já estava alí, de passagem comprada e muito cansada. Afinal, engana-se quem não conhece e pensa que avião é conforto, aquela coisa mal reclina a poltrona, a empresas maiores servem pepsi com gelo e as famigeradas barrinhas de cereais, desse vez foi bolacha salsalic com queijo cheddar, nova jogada de marketing da Parati.

E a quem conhece, me explique, por que motivos tenho que reclinar o diabo da poltrona durante a decolagem e pouso? Por que diabos tenho que usar o cinto de segurança durante o vôo, se o avião cair ele vai me salvar? Por que não servem café e cervejas? Por que não tem uma ala pra fumantes? E por que não há ainda internet lá dentro? (risos)
Tá, é pedir demais, concordo que pulei o corgo de ré.

Acontece que o vôo da pantanal, como eu ia dizendo, salvo o serviço de bordo, é a coisa mais escrota em que já viajei, faz muito barulho, você consegue ver os parafusos na fuselagem, tem truques para desligar o botão que aciona o tal serviço de bordo, o avião "dança"na pista quando da decolagem e principalmente do pouso e o pior, as turbulências são de lhe fazer repassar o famoso "filme da sua vida".

Éramos 30 no máximo, o tamanho interno era de um ônibus de viagem convencional e, todos os quase trinta, rezaram e arregalaram os olhos juntos durante o taking-off em Marília-SP, onde faríamos apenas escala, eu reparei em todo o alcance da minha visão, pessoas caladas, apreensivas e segurando-se em suas respectivas poltronas, sentí receio, não medo, mas sentí.

Decolamos novamente, mais apreensão, devo contar-lhes que dormí, para não assistir a nada e nem sentir as trepidações, sono esse que não durou mais de 15 minutos, acordei chacoalhada e no escuro. Duas gralhas que trabalhavam no banco real, que não pararam de falar no início do voo, estavam agora caladas. Admito que alí escreví um livro, de toda a minha vida, mais precisamente das coisas que eu não fiz, por que as que fiz, não me arrependo, apenas reconhecí quando foi errado e tento acertar na próxima, é o certo, ou deveria ser.

O cara da frente, com cara de chinês, já havia tomado três cervejas (a pantanal serve cervejas, a propósito, o lanche era ótimo) nessa hora, o que ele não pode mijar por medo, ele arrotou, toda a cerveja outrora ingerida sofrera agora processo químicos forçados. A moça tagarela do banco real, agarrou seu bonsai, comprado numa feira de SP (de tanto ela falar, eu já sabia metade de sua vida). O rapaz casado - diga-se de passagem: "moreno alto, bonito e sensual!" - que me flertava sem parar e sem lustre que o pungisse o rosto, agora já não olhava mais para trás a sua esquerda, ao lado da hélice, que era onde eu estava. A moça ao lado, a essa altura, colocou a mão sobre o peito e fechou os olhos. Eu rí.

Se de acidente aéreo eu morro, ninguém me verá em caixão, será impossível juntar os destroços, seremos francos. Além de tudo, deixarei um seguro para contribuir na educação de minha filha, que desamparada, não há de ficar jamais e, o melhor, não ficarei aleijada nem desprovida de desempenhar minhas necessidades básicas enquanto ser-humano, haja vista que morrerei de uma vez só, antes mesmo de sentir a dor do impacto. Atenho-me, que na hora em que eu tivesse certeza de que aquele mini-avião estivesse... "a deriva", meu cérebro entraria em colapso, a adrenalina explodiria meus vasos cardíacos antes mesmo de tocar o solo. Como diria meu falecido e prezado tio: Quando o jacaré abre a boca, o espírito imediatamente espirra, pula fora, baby!!

Confiei no piloto, um velho no mínimo beirando os setentões, de cabelos bem grisalhos da cor de algodão. Não pensei em muitas coisas, escreví um livro mental sobre o que eu não fiz, apenas isso.

Pousamos no destino, num aeroporto no meio do nada, escuro e só não mais feio, que o da capital do estado do Macapá. Foi menos tenso, mas todos já estavam naquele climão de enterro. Quando o "trem de pouso" tocou o asfalto da pista, escutei vários murmúrios de agradecimentos a Deus, e gemidos, sussurros e resmungos também.

O comandante setentão, agradeceu a preferência pelo interfone e disse a temperatura da cidade entre outras informações, enquanto o povo respondia como se ele pudesse escutar, já se levantando numa sede sem fim de sair dalí: obrigado nada, se depender de mim não terá próxima!! E nessa hora, passado o sufoco, aparecem os fodões, fazendo piadas e rindo-se como uns bobos alegres.


          Dona Laura.

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         16 de novembro de 2008.


Maldita sorte.

Eu tenho muita sorte e, infelizmente nunca soube lidar com nada que ela me trouxesse.
Hoje, eu gostaria agora de voltar aos treze e, ter de volta tudo, desde o começo. E nunca ter saído daquela porta, nunca ter desligado aquele telefone, nunca ter subido aquelas escadas.
Ele, de 25 tinha deixado a experiente de 38 (que não tinha grana, ok?) pra ficar com a menina de 13. - Ooooh!! ;O
Quando nos encontrávamos na portaria do prédio, eu e a coroa, eu podia ver nos olhos dela, o quanto me achava ridícula e juvenil e, eu me sentia mais altiva ainda, tratávamos bem uma a outra, pura política de boa vizinhança. Até que um dia apareceu a garota do drive-in, dessas que pagam e depois mandam embora. "Era em respeito a mim - que ainda era "moça pura" - a testosterona e todas essas coisas de instinto masculino". Como eu poderia entender que alguém amara tanto, que o desrespeito seria na verdade, um respeito sem fim? Eu só tinha 13! Eu fui perdoada, mas não perdoei. E saí cometendo erro atrás de erro. Depois eu pedí pra tudo voltar ao lugar, e já era tarde. Eu mesma coloquei outra em meu lugar - EU MESMA, em pessoa-
E quando eu já morava tão longe que era impossível nos ver, ele me ligou bêbado pedindo meu endereço... Foi em casa que nós tivemos conversas sérias e findas, não era como eu queria e não era como ele queria. Mas porque ele não me esquecia?? Era tão angustiante aquilo.
E então quando eu estava grávida, com outra vida, em outro lugar aos dezesseis, ele me ligou e chamou pra um show, de uns caras que ele adorava e que tinham marcado nossos poucos meses de um namoro quase casamento - morávamos porta a porta no mesmo prédio, eram 25hrs nos horários possíveis de grude por dia - então eu disse que estava grávida e, isso o deixou deveras abalado. Ele queria que o filho fosse dele e, até pediu pra ser o pai. Eu não podia cometer erros com minha filha, não podia mudar o curso da vida dela, a minha, pouco importava, mas a dela sim. Eu fiz a coisa certa, não sucumbi.
Mas meses depois ele me ligou novamente, marcamos e nada deu certo, de novo. Trânsito e vacas parindo - ele é veterinário e teve "emergências" no dia - VACAS PARINDO meu bem, é.
Aos 18 meu telefone toca: "quero seu endereço!"
E lá estávamos nós de novo... Ele com seu velho companheiro marlboro e sua camisa do cruzeiro, eu com meu velho companheiro carlton e meu cabelo pra cima. Mas sinceramente? Cinco anos, hoje quase uns dez, mudam demais uma pessoa. Eu não estava preparada e nem esperava que depois de tantos anos ainda houvesse tanto amor pra mim alí.
Foi a estadía mais longa da minha vida, a casa era muito pequena pra nós dois. Minha mãe sempre sonhou com um genro como ele, embora ela seja a melhor sogra do mundo, foram poucos - não que fossem infinitos - os genros que ela sonhou em ter e se empolgou. Mas eu não podia fazer algo que não estava com vontade, não podia agir com razão, ao contrário do que sou, fui agir com o coração, coração burro de merda! - É por isso que agora tudo que diz respeito a você, coração, está em segundo plano. Afinal, vontade de que, eu tinha? De continuar cometendo erro após erro?
E um dia ele resolveu que morar na mesma cidade que eu, com a possibilidade de me ver tão fácilmente quando a vontade fosse maior que a "coesão", era um martírio sem fim. Ele pegou a mochila e seus livros, o velho marlboro e a camisa do cruzeiro, subiu naquele ônibus e foi embora, cuidar das fazendas do pai e, ficar enfiado no mato com seus livros, cigarros e cervejas. Eu já não sei mais onde ele está, além dos confins de Minas Gerais. Mas eu sei que ainda nos falamos por aí.

--

Realmente, eu nunca soube lidar com o que a sorte me trouxe mesmo. Perdí o mapa do tesouro várias vezes por aí.
Eu sei que estou aqui pra resgatar coisas do passado, já entendí. Eu me conformo por ter entendido, mas não deixo de esperar que em algum dia, vou acertar a receita!
- deos, dê asas a minha cobra. \=
Quando você não está apaixonado, consegue ver tudo com mais lógica, mais clareza. E é nessas horas que você percebe o que seria bom ou ruim se tivesse optado por tal. Mas quem é que espera desapaixonar-se? Eu?
É depois da paixão que o amor continua, ou não.
Por anos, calado, platônico, fingido, declarado, vivido e sonhado.
Ahhh, o amor... filho da puta e desgraçado!! hahaha.
Fizemos um "acordo de coexistencia pacífica, nem eu vou atrás de você, amor, nem você me persegue. Um dia nos encontramos por aí..."
Quem sabe eu reecontro o Lobão (meu sex symbol, juro) pelos aeroportos da vida de novo. hahaha... (é, lobão cantor, do programa na mtv, é.)
E não falem mal dele ¬¬


          Dona Laura.

                                                               6 Comentários



         15 de novembro de 2008.


Dels, quebra essa: dê asas à minha cobra.

They are like puff of smoke that fly off in the air for deceive us better.
(More or less)

I could make better, but honestly, it's too hot in these last days and i have to stay here, you know. I don't know what to do. So, i choose not to do anything. I'm not in the mood for to talk. Every day seems something horrible and repetitive or trite, sorry. But as always, i hope you understand!

- My little puppet is wounded in his feelings.It's a gloomy day for him ;(

---------------------------

Tá engraçado!
Eu to animada, mas não to afobada.
Eu to disposta, mas prefiro esperar.
Eu to "afim", mas não to apaixonada.
Eu to com pressa, mas não to passando o carro na frente dos bois.
Eu sinto, mas não me importo.
Eu to feliz, mas não parece.
Eu to triste, mas nem sinto.
Eu preciso, mas não me desespero.
Eu to com saudade mas não posso matá-la.
To assim, "sei lá" sabe? hahaha...
Vamos semana, começa logo!


          Dona Laura.

                                                               3 Comentários



         12 de novembro de 2008.


Flaming Lips.


Foto: minha por eu mesma (cravo e canela, 149).


Eu tive um sonho lindo essa noite.
Eu recebí pessoalmente uma carta seguida de um pedido de desculpas por não saber falar. Era um papel amarelo com letras garrafais, dobrado bem pequenininho.
Escrito: - ok, você venceu, batata frita!! Sua política é forte, o que me diz?
Eu fui feliz alí, naquele corredor cheio de cadeiras e plantas ornamentais e, respondí baixinho ao pé do ouvido: todas as minhas respostas pra você são: siiim!
E fomos felizes alí, tinhamos uma bicicleta e um irmão mais novo e ruivo, cujo o dito eu não me lembro o nome. Tinhamos uma viagem pra fazer, mas só queríamos sentir o vento do velho bairro, liberdade.
Brincamos a tarde toda na rua e no fim do dia, tive um abraço pra me aconchegar, daqueles que a gente fica escutando as batidas do coração. Eu tinha um pseudônimo, ele me chamava de Flaming lips.

-

Eu tenho pensado demais, me sinto um origami amarelo agora. Me rasga?


          Dona Laura.

                                                               4 Comentários



         10 de novembro de 2008.


Algoritmo, eu te amo!

O meu motorista é o melhor.
Conseguimos conversar sobre morar fora, programação java, computadores, estudos e carreira e trabalho, comportamento e filhos (que eu tenho e ele não), sobre aborto e sobre família, durante 8 horas seguidas de um trânsito infernal.
E a gente nunca imagina o quanto pode aprender com o motorista, que tem "cara de pedreiro" mas é um gênio, tipo o meu professor de física mormon que falava no fim da explicação: Amém irmãos? As coisas sob uma perspectiva lógica são bem mais fáceis de serem executadas e aprendidas.

A cada parada pra um H²O sabor maçã, eu ficava estática reparando o jeitinho gay dele de andar com seus pés cor de rosa como de um bebê, sua barba por fazer estilo Rodrigo Amarante e seu cabelo curto de cachinhos meio Visconde de Sabugosa (que eu sempre odiei em qualquer homem, mygod!) Massss...

Inteligência é, definitivamente o que me atrai nas pessoas. Tornamo-nos amigos.
Ele é formado e pós-graduado e vamos estudar na mesma faculdade (lá onde eu me inscreví como disse num post passado), numa extensão do antigo curso de "Análise de Sistemas".

Mas não se enganem, ele tem namorada e, muito presente há 9 anos.

Ando lendo demais. Descobrí que eu não gosto de pessoas, gosto mesmo é de máquinas e é com elas que quero viver.

Meu mini-ap fica pronto essa semana, tenho coisas de casa a tratar, uma cama box de viúva pra encomendar, vou pedir uma tv a cabo ultra mega foda e dividir com os vizinhos cômicos. HAHA!
Bom, vou ter muito pra contar dos vizinhos pelo que ví. Lol


          Dona Laura.

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         8 de novembro de 2008.


Downtown

Sinto muito.

Você nunca saberia se por em mim e estar aqui, como eu estive. E é tão mais fácil ver tudo de longe, o que não vemos não sentimos, triste fardo humano.
Você nunca saberia como é ser eu. Mas sei muito bem que poderia prever como eu morreria.

- Também, não saberia como machuca sorrir. Como tento me encaixar mais não consigo. Como é se ferir por fora pra tentar matar a "coisa" lá de dentro. Como é saber que tudo é tão em vão, tudo é tão agora e amanhã pode não ser mais, como a vida: viver hoje e amanhã não acordar mais.

Eu comprei suas cores favoritas, fiz as conservas favoritas, aprendí suas receitas favoritas, comprei pratos fundos e luvas de borracha. Pra quê?
Só queria dançar uma valsa, 13 minutos. Apenas segurar sua mão e sentir sua respiração em meu ombro, do lado direito. Mas você não saberia separar as coisas como eu, infelizmente nunca saberia como é ser eu.
Um homem e uma mulher precisam de sexo por uma permanência silenciosa de 13 minutos? Então por que todo esse milindre? A arte do desapego?
Me diz, um dia eu vou me tornar uma promíscua em busca do "felizes para sempre"?
Quantos homens mais eu vou precisar ter pra encontrar apenas um?
E se até lá eu estourar a cota e me tornar socialmente promíscua, ele não vai mais me querer?
E se eu desistir?

- Se eu desistisse, você não saberia como machuca sorrir e tentar se encaixar e não conseguir, não saberia como é se ferir por fora pra tentar matar tudo aqui dentro...

Eu deveria ir pro sanatório e lá eu poderia ser louca de luxo sem medo. seria livre. seria só, com meus "valiums, rivotrís e tegretóis"

--



Petula Clark - Downtown (cut).mp3 -

Um dose de delírio pros próximos quatro dias, ou anos, ou décadas.
pqvocênãomorreatémaisobrigada.


          Dona Laura.

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         6 de novembro de 2008.


dia 6 e todos os dias.

A maioria dos dias, eu passo com expectativa de que pode acontecer alguma coisa, como num filme, onde as coisas acontecem supreendentemente.
Mas aí, o dia chega ao fim, e nada acontece.
Deve ser por isso que eu ainda não larguei o vício de roer unhas, ansiedade por algo que não existe e não vai existir.
Sabe, uma festa surpresa, um presente sem motivo, uma seretana, um grito ao meu nome, um e-mail daqueles, uma aparição do nada pra um abraço singelo, uma ligação idiota, um eu te amo bobo, um volta aqui que eu não terminei de falar.
Cara, as pessoas deviam ser menos sentimentais, menos rendidas.
Eu devia ser menos babaca e manteiga derretida por dentro, enquanto me mostro uma rocha.
Sabe a sensação de que nada interessante acontece? Tudo sempre nesse mesmo marasmo.
Eu gosto tanto das turbulências e esse tal marasmo me deixa malzona.
Eu sinto tantas saudades de tantas pessoas, muitas sumiram, outras morreram, outras ainda estão aqui mas é como se não estivessem.
É como se eu tivesse esperando por um príncipe encantado no cavalo branco.
Pela cura depois da morte.
Pela honra depois do sacrifício.
Pelo milagre do infinito.
Mas eles não chegam...
Eles não chegam mãe e agora?


*6 de Novembro é o 310º dia do ano no calendário gregoriano (311º em anos bissextos). Faltam 55 para acabar o ano...


          Dona Laura.

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Um ano mais tia que o ano passado.

Nem todo mundo tem "A sorte".
Você tem sorte? Eu não.
Mas dizem por aí que a grama do vizinho sempre foi mais verde que a nossa.
Muitos tem sorte com a família, outros com amores, outros com a carreira.
O maior prêmio da mega-sena de todos os tempos deve estar guardado pra mim, tenho certeza.

A crise dos vinte chegou, hoje, dia 6, to encaminhada pros anos luz, ou seja, casa dos trinta.
E como eu posso me sentir assim, tão velha, tão gasta?
Todo mundo comemora essa data, recebe telefonemas e abraços, acho lindo.
Ano passado, fui comemorar com uma amiga e as amigas dela e um primo, que fez a festa por mim, me animou a sair de casa e ir até o barzinho. Veio um outro amigo, hoje um irmão, de uma cidade vizinha, que antes, foi uma paixão inabalável e incabável de três anos em afinco. (por quem cortei meus pulsos como já contei HA-HA-HA! Já fui adolescente e idiota, e você, vai me chamar de personalidade fraca agora?)
Cantaram parabéns pra mim do palco. Desconhecidos... Foi legal!
No fim da noite, peguei o carro e voltei pra casa, no silêncio frio da madrugada. E no outro dia? O que era dos dias passados no outro dia?

Lembro que no ano retrasado, fui jantar fora, com minha mãe, irmã, filha e primo, fiel escudeiro. E no fim do rango, fomos pra casa...
E anos antes do retrasado, fizeram um jantar pra mim, na casa de minha declarada rival, nesse dia, eu havia pendurado uma corda na vigota do telhado da área. Foi dos quinze pros dezesseis.
Eu lembro que meu pai me deu um walkman do camelô e eu perdí no dia seguinte depois de me apaixonar por um primo distante, aos sete.
Lembro de um perfume que ganhei quando minha mãe ainda fazia questão de me presentear, aos nove.

Eu sempre fiquei puta com esse povo que dá de deprimido no natal e aniversário.
Mas ninguém entende o quanto eu tenho vergonha de dar parabéns e feliz aniversário pros outros e, nem me importo tanto assim com essas datas, são as mais propícias pra chocar alguém.
Eles não entendem que me mandaram manter as portas trancadas e foi assim que eu aprendí. "Você nunca sabe quando vai precisar delas trancadas".
E ninguém está tão disposto quanto a minha arrogância, a ensinar deixá-las entreabertas.

Eu não estou deprimida, mas é nessa data em que eu mais penso: E o que eu tenho hoje, um ano depois? E o que eu fiz? E o que fizeram de mim nesses malditos trezentos-e-sessenta-e-cinco-dias?

Mais um ano. Mais um monte de coisas pra minha coleção decepcionante e estúpida. E se não é o orkut, quem lembraria, se quem devesse não lembra?
Parabéns pra mim, babe.


          Dona Laura.

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         4 de novembro de 2008.


Verdades irônicas e demagogas.

O papa tá se rasgando, Obama será presidente.
O Brasil será potência e o Vila Nova de Goiás vai subir pra série A.
Eu estou linda, magra e loura como Kate, nem tão anestesiada.
O meu curintxia subiu-iu-iu-iu-iu-iu...
Amanhã é feriado nacional, serei um ano mais tia que o ano passado.

Tem vinho barato aí?

Quero comemorar. Esse fim de semana, se não morrer, volto pra contar.
lol


          Dona Laura.

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         3 de novembro de 2008.


Querido diário: 180°

Em meia hora se aluga um "mini" ap, em metade de um dia se arranja um emprego, em quinze minutos se faz inscrição no centro tecnológico, que é do lado do ap, com quarenta minutos se abre uma conta corrente num banco com as "menores taxas", com duas horas se faz compras para a nova casa.

A rotina é essa. Mil planos e idéias de "decoração", funcionalidade em pouco espaço e praticidade.
A volta é de 180°, por que com 360° você volta pro ponto de origem hahahaha...

O banheiro do apzinho é gigaaaaante, tudo zero, armários embutidos novíssimos, box e blablabla...
Resumindo, não paro de pensar em quando estiver tudo pronto.

To igual pinto no lixo?

Nem paciência pra texto "abstrato e introspectivo" eu tenho ahuahuaha


          Dona Laura.

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         2 de novembro de 2008.


?


One more time, the old Buk, had even reason@


          Dona Laura.

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